sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Que coisa mais guapeca...


Violeta não gosta de roupas. Já tentamos umas "faschionices" como um casaco violeta e um boné, não teve jeito. Mas aí minha mãe inventou um mini cachecol com sobras de lã que a Violeta amou. Olha só a carinha de satisfação!!!



Sorrisinho medonho!

Escolhendo um bom lugar para sentar...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Muitos cachorros



Sempre tivemos muitos bichos de estimação. Eram gatos, cães, passarinhos, peixes, ramisters, coelho, cada um com suas manias e estórias. Conviviam respeitando os territórios, e nunca houve incidente grave entre as espécies. A única regra: não podiam entrar em casa, o espaço dos bichos era no quintal, acomodados dos respectivos ambientes adequados às necessidades de cada um. Lógico que algumas vezes trangrediam essa regra, para dar cria no guarda-roupas (a gata Diná) ou para fazer uma bagunça, mas no geral, sempre foram muito bem adestrados. Houve somente um período da história da família Martins sem bicho, após a morte do cão Ted.




Esse bicho, um vira-latas ruivo de porte médio sem grandes qualidades estéticas, foi meu cão de estimação dos meus 12 aos 30 anos de idade. Sim, ele viveu quase 18 anos, acompanhou algumas gerações de guapecas da casa e deixou seu DNA espalhado pelo bairro. Saudável? Nada! Era o cão dos sonhos de toda clínica veterinária, cheio de pereba e com longevidade. Vivíamos as idas e vindas do veterinário, era imã para carrapato, tinha infecções frequentes de ouvido, artrose, um cisto no rabo, problemas de próstata, mas era resistente o bicho. Estávamos nos preparando para a sua morte desde o seu 10º aniversário, aproximadamente. Quanto ao cisto no rabo, o veterinário acompanhava mas não queria operar, temendo que o bicho, já velho, não resistesse a anestesia. No entanto, lá pelo 16º ano, após semanas de internação e duas cirurgias, o cão volta para casa de rabo "cotoco" e com uma vitalidade incrível.




Além de tudo isso, a catalepsia: algumas vezes já foi dado como morto, parecia que não respirava, todo duro, não acordava nem com chaqualhão. Em uma ocasião, tinha até moscas nos olhos, a minha mãe foi cobrí-lo com um lençol, e já estavamos providenciando o "funeral", quando repentinamente "ressucita" e aparece como uma assombração na porta da sala. Daí o apelidamos de Lázaro, a quem Jesus ressucitou. Ele já carregava o apelido de Matusalém, porque vivia muitos anos. Ted Matusalém Lázaro.




Fora as preocupações com a saúde, o cão era amável e tranquilo, não muito brincalhão, mas fazia meia dúzia de truques e era um excelente cão de guarda. Eperava-nos sempre no portão de casa, e tinha ciúme de meus amigos, que quando nos visitavam, ele fazia questão de "demarcar seu território". A criançada do bairro era fã do bicho, e havia disputa para cuidar do cão quando tínhamos que viajar. Odiava banho. Ou preparávamos o banho sem que ele percebesse, ou podíamos esquecer, porque ele se escondia.




Esse cão chegou a mim quando eu era uma criança, acompanhou-me na passagem para adolescência e para a fase adulta. Mais da metade da minha vida, o cão estava lá. Quando ele morreu, eu disse que nunca mais queria outro cão, porque o apego aos bichos de estimação nos torna um tanto dependente deles. Mas casa sem cachorro não é a mesma coisa.




Pois bem! A falta do cão foi tão grande, que poucos meses depois minha mãe adota uma guapeca menor-abandonada, que é mais mimada que qualquer outro bicho que já tivemos lá em casa.






(Lilian Martins)








quinta-feira, 1 de julho de 2010

Os favoritos





Violeta, a tal cadela preta, tem uma coleção de brinquedos. Já compramos vários brinquedos próprios para cães, mas são os brinquedos furtados que a Violeta gosta mais. Havaianas já foram várias, sapatos em geral, almofadas, meias, agulhas (sim, agulhas...), e os "tops" do momento são esses da foto: um chinelo fofo laranjado, e um saquinho que veio grátis com o Cepacol. Ultimamente, ela não desgruda deles.

Cadê o sorriso lindo???


Violeta sorri. Arreganha os dentes e

faz uma cara esquisita. Medonha!!!

É difícil registrar esse momento, mas aí está uma tentativa!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

a grande revelação

Nos preocupamos na forma que criamos nossos bichos, ao afeto e cuidado exagerado que faz com que os bichos pensem que são gente.

Então, decidimos ter uma conversa séria lá em casa:





"Violeta, tua mãe é uma cadela!!!"

cão no sol, cão na sombra




Vira-latas do Canto Grande

Meu pai e louco por cães. Trabalha na construção civil, e em cada obra, sempre adota um vira-latas. Os bichos, que se apegam a qualquer um que faz festa e dá um petisco, logo se acostumam e acabam cuidando da obra, virando cão de guarda. Como os cães amam dormir na areia da construção, logo está tudo cheio de pulga e bicho-de-pé. Seu Zeca passa o maior trabalho, leva os guapecas no veterinário, dá remédio para vermes, vacinas, manda tosar, compra coleira, alimenta. Os bichos não saem de perto, e ficam doidos quando ouvem o barulho do carro do seu Zeca. Acaba a obra, então tem que arrumar um novo dono para o bicho. A essa altura, todo mundo já está de olho, pois o bicho, desverminado, bem alimentado e treinado, desperta o interesse. E o seu Zeca fica só... só até a próxima obra...






Violeta na janela...



Violeta ama espiar pela janela... e os guapecas de Lisboa também!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Guapecagem em Rio dos Cedros



Estávamos meu namorado e eu, perdidos nas estradas de Rio dos Cedros, buscando chegar em algum lugar que nem sabíamos ao certo qual era. Depois de muita insistência, ele, enfim, resolveu parar para pedir informações. Paramos o carro em um trecho onde havia um senhor sentado à sombra de uma árvore, próximo a uma ponte, e uns alguns metros dele, o guapeca da foto. Meu namorado foi se informar, e eu, que não resisto à um guapeca, imediatamente começei a minha "miadeira" para brincar com o bicho. O cão não se levantou, vinha se arrastando por uns dois metros, abanando o rabinho de alegria. Pensei, coitado, o cão não anda. E não fiquei no pensamento, nos meus paparicos usei: "coitaddinho do guapeca, é coxo", "vou comprar umas muletas, uma cadeira de rodas", e coisas do gênero. Me virei e ví meu namorado com cara de "cala a boca". Nem dei bola... continuei minha ladaínha: "Ó, amor, o guapeca é coxo..."
Só então entendi o que ele queria me falar, o senhor com quem conversava tinha duas muletas encostadas no banco que estava sentado... ai, ai, ai...
E para piorar, foi só passar outro cidadão, o guapeca feliz se levantou e saiu correndo faceiro...